quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Vale lembrar... (Headache - Hoofdpijn - Huvudvärk)


Existem alguns fatores que interferem diretamente no equilíbrio e organização interna do nosso corpo. O calor, o Frio, a Umidade, o Vento e a Secura são alguns desses agressores que atacam nosso corpo, esgotando nossa energia de defesa (WEI QI). Esses fatores são de origem interna e/ou externa, e na medicina tradicional chinesa (MTC) esses fatores são tratados como QI XIE (energia perversa).

Esses fatores, em contato com o indivíduo, podem provocar dois tipos básicos de síndromes, sendo elas; XU (vazio) ou SHI (plenitude). Elas ainda se subdividem em YIN (princípio estático) ou YANG (princípio dinâmico), formando pares definidos do tipo Síndrome XU YIN ou XU YANG, Síndrome SHI YIN ou SHI YANG, além disso, elas podem se apresentar como verdadeiras ou falsas, simples ou combinadas.

Não é difícil imaginar que um indivíduo exposto ao Calor intenso sofrerá por um determinado tipo de desgaste orgânico e energético. Com a Secura podemos entender os mesmos danos. Se a exposição for ao Calor e à Secura teremos a combinação de Calor-Secura, que é exatamente o que estamos passando nesse momento em nossa cidade. Na exposição aos demais QI XIE essa verdade se manifesta da mesma maneira, chegando até a complexidade de síndromes triplas.

A MTC tem suas formas variadas para o diagnóstico energético que vão desde um interrogatório detalhado à leitura corporal, da análise do(s) pulso(s) ao estudo da semiologia da língua, da auscultação à diferenciação de cores e odores corpóreos, dentre outras técnicas mais específicas para síndromes especiais.

Com essas técnicas diagnósticas o profissional da MTC poderá definir quais as técnicas de tratamento serão mais eficazes para o caso em questão, iniciando aí a maestria da relação “Curador x Curado”. Sejam a acupuntura, moxabustão, ventosa, fitoterapia, digitopressura, quiropraxia, qi qong, tai chi, etc, nas suas formas mais simples ou combinadas. Escolhendo no seu arsenal de técnicas, o profissional provocará os estímulos necessários para o equilíbrio interno desse indivíduo para com o seu meio externo, a fim de regular suas funções físicas, energéticas e psíquicas. Bom saber que essas técnicas se aplicam à veterinária e botânica, duas outras especializações da MTC.

O diagnóstico preciso e a escolha correta das técnicas são, obviamente, fundamentais para o sucesso do tratamento, mas não podemos ignorar, de forma alguma, a interrupção das fontes de QI XIE. Se o indivíduo que está se submetendo ao tratamento não exterminar completamente as agressões a que vinha se expondo, esse tratamento será exaustivo e pouco eficaz, tomando apenas a aparência de um placebo, já que a causa do mal permanece. De que adiantará submeter-se a um tratamento onde as causas das mazelas não foram superadas. Por isso o aconselhamento terapêutico deve ser seguido e respeitado, pois será difícil aplicar o bem onde o mal impera. Vale lembrar.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Que sobreviva a criança... (renewal - renovación - renouvellement)

video

Encontrei um vídeo que usei na década de 90 para acompanhamento motivacional em alguns treinamentos. Gostaria de reintroduzí-lo nos conceito atuais. 3 minutos de boas lembranças. 

Retomando...

Devido ao tempo curto para executar várias mudanças que se fizeram necessárias, peço desculpas aos leitores do Blog pelo lapso e retorno objetivando provocar mais mudanças. Obrigado!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

É bom lembrar...(memory - mémoire paměť)

Comumente encontramos pessoas reclamando da memória. Na correria dos dias atuais imaginamos que a memória fica desprestigiada e paralisada pelos muitos afazeres que nos submetemos. Felizmente, nossa memória é um dos “bens” mais protegidos que temos. Ela fica bem guardada e é acessada sempre que se faz necessário. Muito raramente vamos encontrar pessoas com verdadeiros problemas de memória.

O que encontramos com maior facilidade é a “falta de concentração”. Esse é o mal do nosso tempo. Estamos desaprendendo a registrar informações por estarmos aprendendo a não focar nossa vida e nossos propósitos. Fazendo muitas coisas ao mesmo tempo e não permanecendo com a mente e o corpo no mesmo local e situação, as informações não são registradas e quando tentamos acessá-las, elas não estão ao nosso alcance. Especialmente com a nova doença manifestada na utilização dos aparelhos manuais de comunicação, dificilmente alguém olha para seu interlocutor enquanto o ouve, pois está respondendo a algum chamado das “redes sociais”.

Algumas dicas práticas são importantes para iniciar um reaprendizado no processo de concentração. Passarei algumas e começo agora com a “Prontidão para ouvir”.

Prontidão para ouvir

“A natureza deu-nos dois ouvidos, dois olhos e uma língua, observa Zenão, velho filósofo grego, para que pudéssemos ouvir e ver mais do que falar”. E um filósofo chinês fez a seguinte colocação: “O bom ouvinte colhe, enquanto aquele que fala semeia”. Seja como for, até a bem pouco tempo dava-se pouca atenção à capacidade de ouvir. A ênfase exagerada dirigida à habilidade de expressão levou a maioria das pessoas a subestimar a importância da capacidade de ouvir, em suas atividades diárias de comunicação.
         Um renomado psicólogo disse que deveríamos olhar para cada pessoa como se a mesma tivesse um cartaz pendurado em redor do pescoço onde se lê: “Quero sentir-me importante”. Ninguém gosta de ser tratado como menos importante. E todos querem ainda que esta importância seja reconhecida, a própria experiência nos ensina que as pessoas, ao serem tratadas como tais sentem-se felizes e procuram realizar e produzir mais. E quem se observa escutado sente-se gratificado.
         Durante cinco anos, o departamento de instrução para adultos das escolas públicas de Minneapolis, ofereceu diversos cursos com o objetivo de melhorar a maneira de falar e um para melhorar a maneira de escutar, de ser um bom ouvinte. Os primeiros estavam sempre cheios, tal era a procura. O segundo não chegou a funcionar por falta de candidatos. Todos desejavam aprender a falar, mas ninguém queria aprender a ouvir.
         O ouvir é algo muito mais complicado do que o processo físico da audição ou de escutar. A audição se dá através do ouvido, enquanto que o ouvir implica num processo intelectual e emocional que integra dados físicos, emocionais e intelectuais na busca de significados e de compreensão. O ouvir eficaz ocorre quando o receptor é capaz de discernir e compreender o significado da mensagem do emissor. O objetivo da comunicação só assim é atingido.
          Levantamento recente indica que, em média, a pessoa emprega 9% do tempo, escrevendo; 16% do tempo, lendo; 30% do tempo, falando e 45% do tempo, escutando. Ouve-se 4 ou 5 vezes mais depressa do que se fala, as pessoas falam provavelmente à razão de 90 a 120 palavras por minuto e ouvem à razão de 450 a 600 palavras por minuto. Quer dizer, há um tempo diferencial entre a velocidade do pensamento para poder pensar, refletir sobre o conteúdo e buscar o seu significado.

         Autores há que oferecem diversos princípios para aprimorar as habilidades essenciais para saber ouvir:

1.     Procure ter um objetivo ao ouvir.
2.     Suspenda qualquer julgamento inicial.
3.     Procure focalizar o interlocutor, resistindo a toda espécie de distrações.
4.     Procure repetir aquilo que o interlocutor está dizendo.
5.     Espere antes de responder.
6.     Procure recolocar com palavras próprias o conteúdo e o sentimento do interlocutor.
7.     Procure atingir os pontos centrais do que houve através das palavras.
8.     Use o tempo diferencial para pensar e responder.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Brainless... (anxiety - mania - labdarúgás)

A excessiva quantidade de informações advinda dos chamados tempos modernos tem alvejado os indivíduos de tal forma, que não lhes é permitido o tempo de reflexão. Elas – as informações – chegam com tamanha velocidade que não dá tempo para permitir a análise detalhada de vários fatores que poderiam renomeá-las para o status de desinformação.

É sabido que a prática da reflexão sempre se deu pela relação com os mais experientes, os mais velhos, mais vividos, normalmente dentro dos lares. Esse mesmo bombardeio de informações afastou o indivíduo dos contatos mais preciosos para sua formação mental e filosófica, seus mais velhos, os gurus do tempo vivido.

Por não praticarem a reflexão, a análise, os Brainless queimam seus grossos currículos ao abrirem a boca e reproduzirem conceitos destruidores da sua própria imagem, desferindo absurdos que fecharão as portas que tanto tentam atravessar. As informações captadas não são avaliadas, averiguadas e, imediatamente, repassam-nas com o intuito de serem os pioneiros da novidade. Pior, crêem que aquilo é produto da equação da verdade.

O não assistir a um telejornal, apenas um, deixa a sensação que o mundo não mais o aceitará. Ligar o computador sem correr os olhos num portal de noticias faz com que o dia flua com uma pequena taquicardia. Sair sem o seu aparelho de telefonia móvel, o celular, é um pecado, aterroriza, enlouquece, invalida o ser humano que por ali perambula.

Batizo esses alguns indivíduos, não poucos, de Brainless. Conectaram-se a tudo, mas perderam a conexão interior, quebraram a antena interna. Aquele crivo que separa a banalização do cérebro ao crescimento humano. Fica a suave sensação que o cérebro tomou a função de mero separador de orelhas.

Creio que esse é o endereço da ansiedade essencial. É exatamente aí que emerge toda a fraqueza do indivíduo, ao suspeitar que sem o celular, seus milhares de “amigos” não estão por perto, ele está fora da “rede”. (rede ou teia?!) Ele suspeita que está sozinho, como se não o estivesse por toda a vida. Vivendo desse modo não consegue compreender onde errou seus passos, invalidando a possibilidade de correção da rota.

Por não se descobrir, questionar, investigar ele acaba por não conhecer a si mesmo e se sente fraco, sem recursos. Porém, em momento algum esses recursos foram suas metas. Agindo assim não é possível entender a causalidade da vida, eternizando os fenômenos vividos simplesmente pela casualidade. Viver sob as regras da casualidade deve ser, realmente, apavorador. “A vida é causal e não casual”, vale o autor.

Pensando não ter como atuar sobre a própria vida, já que seu tempo é casual, surge a intempestiva sensação de impotência, matéria prima fundamental para a ansiedade. Até que se perceba que a as regras de sobrevivência são causais, inversamente ao que se pensava antes, intolerado e intolerante precisará de drogas que o alienem, sejam elas lícitas ou ilícitas. Não faltará quem as forneçam.

Paira a sensação que o tempo corre na mesma velocidade das informações e inicia-se um período de correrias, nada mais dá tempo. Surgem agora as manias, superstições, crenças, tiques, TOC’s... é se viciar no vício alienador, pois ele é a babá dos que não souberam se criar.

Claro que, as causas dessa ansiedade não são as informações, nem somente elas, mas a casual maneira de sobrevivência contemporânea. O grande período de convívio alucinante e tresloucado com as “telinhas” roubou a possibilidade do namoro com outra tela, mais antiga, porém ainda válida e necessária, o “espelho”.

domingo, 25 de maio de 2014

Querida... que temos para comer?!


A confiabilidade que podemos ter nos alimentos que nos são fornecidos está, a cada dia, mais comprometida. Felizmente os órgãos responsáveis por essas questões estão divulgando suas pesquisas e nos alertando sobre os perigos contidos na falta de informação.

Lembro-me que na década de 90 eu sugeria, para as mulheres, comerem muito morango, devido às suas propriedades preventivas sobre o câncer, especialmente o feminino. Certo dia, depois de assistir na televisão, um documentário sobre as plantações de morango passei a reverter todas as informações que eu havia passado anteriormente. Fiquei muito impressionado, mal impressionado, ao assistir os relatos dos fazendeiros dizendo que nem eles mesmos consumiam as frutas que plantavam. Assustador.

Mais assustador ainda era perceber a tranqüilidade com que tudo isso era dito. Não havia nenhuma preocupação com possíveis punições. Era uma declaração na televisão, em cadeia nacional, e em uma emissora da maior visibilidade. Parecia com algo que vemos atualmente quando alguns políticos são detidos pela polícia federal e ainda levantam os braços, como que comemorando o paraíso da “impunibilidade”.

Como atuo com técnicas das medicinas naturalistas, tenho o hábito de aconselhar alimentos naturais, em vez de alimentos industrializados. Até bem pouco tempo isso me parecia uma boa sugestão na prevenção de doenças e desequilíbrios. Porém, acompanhando as matérias que tratam de alimentos, tenho recuado nos conceitos naturais de alimentação e permanecido sem nenhuma sugestão, tendo em vista tudo que vem surgindo sobre os alimentos, ditos até então, como saudáveis.

Hoje, no período da tarde, assisti uma parte de um programa de televisão onde apresentavam o perigo contido nos sucos em lata ou “de caixinha”. Falaram também sobre os iogurtes, mas não assisti todo esse tema. Foi apresentado que duas latas de refrigerantes possuíam 5 colheres de açucares e duas latas de suco natural possuíam 7 colheres de açucares. Foi demonstrado também sobre a química que dá cor aos iogurtes.

Querendo buscar a veracidade sobre esses fatos, fui pesquisar e encontrei uma pequena matéria no portal NOTICIAS.R7 escrita por Renan Ramalho do PORTAL R7 de Brasília, demonstrando alguns fatos e sugerindo uma visita ao portal da ANVISA, onde pode ser encontrada toda a matéria. Copio a matéria na íntegra e a apresento agora:

“Em média, os sucos vendidos em caixinha têm mais açúcar do que os refrigerantes. Dependendo da marca, um suco de uva, por exemplo, pode ter até 70% a mais de açúcar do que um guaraná.
Essa é uma das conclusões de um estudo divulgado nesta quinta-feira (18) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que comparou a quantidade de açúcares, sódio e gorduras em diversos alimentos industrializados de várias marcas.
Na média, os refrigerantes de cola ou guaraná apresentam um teor de açúcar de 10 g em um copinho de 100 ml. Os sucos, entre 11 g e 11,7 g, em média, dentro do mesmo recipiente. As diferenças maiores, porém, foram detectadas na comparação entre marcas e sabores.
         Foi constatado, por exemplo, que entre os sucos com concentração de polpa entre 30% e 50%, o de manga é o que tem menor quantidade de açúcar: foi detectado uma concentração de 9,8 g por 100 ml. No mesmo tipo de suco, sabor uva, o teor de açúcar era de 14,5 g.
O néctar, tipo de suco com concentração de polpa menor (entre 20% e 30%) apresentaram, em média, quantidade de açúcar menor (11g, contra 11,7g dos sucos mais concentrados).
Neste caso, também houve diferença entre marcas e sabores. Os de laranja, maçã e pêssego, por exemplo, tinham média de 11 g de açúcar por 100 ml. Os de uva, novamente, tinham mais, 14g/100 ml.
Nos refrigerantes, também há variação de açúcar dependendo da marca. Entre quatro fabricantes de guaraná, por exemplo, houve uma marca que registrou 8,5 g de açúcar em 100 ml analisados, o menor valor. Outra marca, apresentou 11,3g/100ml, a maior concentração.
O estudo completo está disponível no site da agência.” Por Renan Ramalho.

Perante informações deste tipo, embora raras, podemos ficar na dúvida se é melhor bebermos um enlatado ou tomar um “suquinho natural”. É óbvio que o mesmo acontece com os outros vários tipos de alimentos que nos são oferecidos, não é somente o açúcar o vilão desses alimentos, mas não são divulgados devido à proteção orçamentária dos divulgadores.

Estão sendo apresentados alimentos chamados de “orgânicos” e não sabemos se o são realmente, pois ainda não há um acompanhamento sobre a veracidade das informações oferecidas pelos produtores, e se há, talvez não chegue aos nossos ouvidos.

Sendo assim, não é de se assustar mais, infelizmente, quando nos deparamos com uma intoxicação alimentar e descobrimos que a vítima só se alimentou de “produtos naturais”.


- Bom apetite!

domingo, 4 de maio de 2014

Choque térmico... (sinusitis - chill - froid)


No clima quente usamos poucas roupas e ainda assim elas são mais ventiladas, mais soltas. O calor nos ajuda a optar por locais mais ventilados, abertos. Raramente fazemos programas onde ficaremos fechados em um ambiente. Quase sempre as propostas são de ficar ao ar livre com bastante vento, preferencialmente. Como vivemos em um país tropical, essa realidade prevalece em quase todo o ano. Porém, temos um período onde o frio nos visita e mesmo sendo um frio pequeno, em relação a outros países, temos frio.

O Verão se despediu e o clima começa a se modificar, assim como a paisagem e as escolhas que faremos no vestuário e ambientes para frequentar. A friagem faz com que usemos roupas mais fechadas, escuras e que também optemos por ambientes mais fechados. Procuramos nos esconder do vento e da friagem que o acompanha. Por isso, quando estamos no lado interno das habitações procuramos manter tudo fechado.

Essa mudança de comportamento necessita ser bem realizada para que possamos nos livrar de vários problemas contra a boa saúde. Existem vários perigos no comportamento que procura se defender do frio. Alguns deles são bem comuns, os mais praticados, e oferecem risco à nossa saúde.

Dentre eles existem alguns que são os mais cometidos. Um deles é manter o ambiente todo fechado. Esse comportamento é perigoso, pois precisamos da renovação do ar, mesmo no frio. Não é preciso deixar as janelas escancaradas, mas permitir que o ar circule e se renove é fundamental para evitar as infecções aéreas onde todos respiram o mesmo ar sem renovação.

Banhos muito quentes também são comuns na chegada do frio. Existe o perigo do choque térmico, aliás, um grande perigo. Sair do banho quente e pegar uma corrente de vento frio é muito prejudicial à saúde. O ideal é que esses banhos não sejam tão quentes, que se leve a roupa a ser usada para dentro do banheiro, e já saia do banheiro com uma roupa que mantenha o calor e nos proteja de golpes frios, especialmente nos pés, costas e peito.

Com roupas que agasalham e ambientes fechados, às vezes, nos esquecemos que teremos que sair. Existe aí outro grande problema. Permanecemos por algum tempo em um ambiente aquecido, com roupas que confortam contra o frio. Quando saímos desse ambiente para o lado externo recebemos golpes de vento que prejudicarão o nosso equilíbrio térmico. É comum que esse comportamento gere corizas e até paralisias faciais. Seria bom que provocássemos um suave e constante resfriamento do corpo antes de sair para enfrentar o frio.

Outro comportamento bastante comum também nessas épocas é o de se alimentar de caldos, cremes, sopas ou outros alimentos, todos quentes, e acompanhados com bebidas geladas. O trajeto dos alimentos vai sendo aquecido com o alimento e esse aquecimento é acumulativo. Ingerindo uma bebida gelada, especialmente se foram sorvidas com “canudinho”, juntamente ou logo após a refeição, quebramos novamente o equilíbrio térmico e vamos conseguir, no mínimo, boas crises de sinusite. O resfriamento abrupto do palato (céu-da-boca) provocará a queda da defesa das vias aéreas. O ideal é que, se for acompanhar com alguma bebida, que ela esteja em temperatura ambiente.

O uso inadequado da geladeira é mais um componente perigoso para o choque térmico. Com o corpo aquecido, o indivíduo abre a geladeira e, para pegar algum item, se joga lá dentro. É um comportamento muito perigoso contra a saúde. Essa exposição, mesmo que rápida, pode provocar diversos danos ao corpo do indivíduo. O ideal é que se use a porta da geladeira como escudo, protegendo o corpo da friagem excessiva.

Existem vários outros perigos na lida com o frio. Expus apenas os mais comumente encontrados na conduta diária.  O uso do bom senso é sempre o melhor caminho para mantermo-nos protegidos contra os perigos da sobrevivência. Como diziam os antigos: “Bom senso e canja de galinha não faz mal para ninguém!”

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O bom e velho Sexo... (sexuality - sexualité - cinsellik)


Os valores de uma sociedade fraca são fracos também, não poderia ser diferente. Numa cultura onde os componentes da sobrevivência são descartados de maneira equivocada a felicidade fica à disposição do acaso. A má compreensão da sorte humana determina os quilates atribuídos ao nível da satisfação individual.

O sexo, por exemplo, é um assunto que sempre causa desconforto na nossa cultura, especialmente quando estamos falando da sexualidade em idades mais avançadas. Sugere o conceito popular, estranhamente, que a sexualidade se torna falível através das décadas de vivência pessoal.

Na prática cotidiana não é isso que encontramos quando conseguimos um desabafo sincero e objetivo de um indivíduo adulto maduro que discorre sobre seus quinhões de felicidade. Invariavelmente a sexualidade está contida nos seus planos e desejos de realização e satisfação. A tensão sexual positiva que se coloca sobre os jovens é a mesma tensão sexual negativa que se coloca sobre os indivíduos maduros. Aceitar e apoiar a fisiologia sexual adolescente é tão resistente quanto condenar a fisiologia sexual maturescente.

Transcorrer pelas décadas torna o indivíduo mais experiente e mais experimentado, gerando assim a sabedoria necessária para administrar seus conflitos e determinar seus objetivos, quase sempre. Com relação à sexualidade não poderia ser diferente. Conhecendo mais sobre seu corpo e do seu parceiro(a), seus impulsos, limites, fragilidades, caminhos, o indivíduo torna-se mais completo também para a prática sexual e, é exatamente nas faixas etárias mais adultas que essa sabedoria tem a oportunidade de se revelar, quando lhes é permitido.

Sexo é identificado com a reprodução, atratividade jovem e poder. Até mesmo as pessoas de meia-idade não querem enfrentar a inevitabilidade de envelhecerem, temerosas de se tornarem reféns do silêncio algoz que paira sobre a sexualidade madura. Conviver com pessoas bem vivenciadas é sempre um prazer e suas boas vivências se estendem à sexualidade, apresentando o traquejo necessário para a convivência íntima.

A suposição generalizada de que os idosos perdem o interesse em sexo e são, ou deveriam ser assexuados, é errônea. Mais falsa se torna essa afirmativa quando ela é direcionada ao gênero feminino. As mulheres maduras são tão voluptuosas quanto os homens maduros, mas ficam aprisionadas na masmorra da crítica dos comuns, trocando sempre o que é sensual pelo que é censual.

# "Não há limite de idade para a sexualidade e atividade sexual”, relata Stephanie A. Sanders, PhD, diretor associado do grupo de pesquisa sexual do Instituto Kinsey. “Relatórios mostram que a maioria dos homens e mulheres entre 50 e 80 anos de idade ainda estão entusiasmados com sexo e intimidade”.

# "Usá-lo ou perdê-lo”, diz o especialista em geriatria Walter M. Bortz, autor de vários estudos sobre a sexualidade dos idosos. Dr. Bortz, professor da Escola de Medicina de Stanford, é ex-presidente da Sociedade Americana de Geriatria e ex-co-presidente da Força-Tarefa da Associação Médica Americana sobre Envelhecimento. Diz ele: "Se você tem interesse em se manter saudável, fique longe de medicamentos e tenha um bom companheiro(a), então você pode ter um bom sexo por todo o caminho até o fim da vida. Embora nem todo mundo queira ou precise de uma vida sexual ativa, muitas pessoas continuam a ser sexuais durante toda a vida. É uma questão de sobrevivência. As pessoas que fazem sexo vivem mais tempo e quanto mais íntima a conexão, mais poderosos são seus efeitos." Um estudo da Universidade Duke mostra que cerca de 20% das pessoas com mais de 65 anos têm vidas sexuais que são melhores do que nunca.

Embora o sexo seja tratado com uma questão moral, ele está dentro da classe das necessidades fisiológicas, assim como a alimentação, evacuação, o sono, a micção, respiração. É necessária sua prática para que desfrutemos das benesses trazidas com sua freqüência. Tal qual seus colegas de classe, ele - o sexo – é fundamental para a saúde física, mental e espiritual.

Se todos nós vamos envelhecer, ou melhor, quase todos nós, pois alguns não conseguiram vencer todas as etapas, permitamos então que nossos pais, avós e entes queridos e mais vivenciados possam desfrutar de uma vida plena de satisfação e felicidade.


# HealthDay – News for Healthier Living – By Loren Stein, MA.

domingo, 23 de março de 2014

O arremesso da flecha (immaturity - immaturité - hamlık)


Os arqueiros sabem que ao lançarem uma flecha precisam avaliar minuciosamente o ângulo de lançamento do seu arco para que a flecha cumpra a distância necessária para alcançar o arco. À medida que levantam o arco, a flecha vai mais distante, porém se levantarem demasiadamente a flecha cairá sobre seus próprios pés. É preciso a sabedoria do bom senso. Eles também sabem que a trajetória da flecha não é retilínea e sim curvilínea. Ela faz um arco para chegar ao alvo, assim como o arco que o arqueiro segura.

Fazendo uma analogia entre esse esporte e nossas ações, vamos nos deparar com a concepção da “curva de grande arco”. Esse termo se refere à trajetória das nossas ações. Quando desferimos ao mundo um ato, ele sai como se fosse uma flecha e vai fazer um arco para alcançar nosso objetivo, caso a “mira” esteja bem regulada. Poderemos comparar a “mira” com o conhecimento real do objetivo e de si mesmo. Atirar uma flecha sem visualizar corretamente o alvo é um despautério.

Convivemos com pessoas que estão sofrendo com as conseqüências de seus atos, mas não percebem o motivo do sofrimento. Sofrem porque não percebem que o que se passa nesse momento é um resultado de ações anteriores, flechas lançadas ao léu. Agem por modismo, influências, inconsequência e depois não conseguem entender o que está se passando em suas vidas.

Quando a flecha encontra o arco acontece uma infinidade de reações físicas na flecha, e no alvo, que só um bom professor de física poderia nos relembrar tudo isso, ou a câmera lenta do Discovery. Da mesma maneira, quando nossa ação alcança nosso alvo, muitas reações acontecem no centro do nosso objetivo. Essas reações, que são as reações do “outro”, não são pensadas por algumas pessoas no momento de desferir um ato. Eles só conseguem pensar no que vão fazer e nunca na reação do outro. Eles sabem do que são capazes, mas nunca pensam no que outro é capaz. Esse tipo de comportamento é bem comum e tem custado um alto “preço” para os seus praticantes, ainda assim, nem todos percebam esse “preço”.

Bem recentemente, ouvindo uma entrevista televisiva de uma doutora em psicologia, me assustei com a informação passada. Ela dizia que, segundo pesquisas de estatística, aproximadamente 79% dos adultos com mais de 40 anos de idade tinham uma idade mental de 17 anos de idade. Ela disse também que, segundo as mesmas pesquisas, atualmente, a idade final da adolescência é por volta dos 28 anos de idade.

Considero essa pesquisa assustadora, mas muito esclarecedora, pois ela me fez compreender melhor o susto que algumas pessoas levam com a reação do “outro”. Imagine-se enamorado por uma pessoa de 45 anos de idade, a qual você espera uma relação madura e bastante equilibrada, porém não consegue êxito na relação, pois a mesma não reage psicologicamente em concordância com a sua idade cronológica. Posso entender também quando uma empresa contrata um profissional, não raramente com mestrado, por volta dos seus 35 anos de idade, e esse mesmo profissional não responde aos anseios gerados pelo seu cargo e função.

Eu tenho algumas impressões sobre as causas dessa formação psicológica extemporânea, tardia. Antes, porém, gostaria de saber a opinião dos leitores desse Blog sobre esse momento que foi apresentado nas pesquisas e que convivemos diariamente. Deixe seu comentário.

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