sexta-feira, 4 de julho de 2014

Brainless... (anxiety - mania - labdarúgás)

A excessiva quantidade de informações advinda dos chamados tempos modernos tem alvejado os indivíduos de tal forma, que não lhes é permitido o tempo de reflexão. Elas – as informações – chegam com tamanha velocidade que não dá tempo para permitir a análise detalhada de vários fatores que poderiam renomeá-las para o status de desinformação.

É sabido que a prática da reflexão sempre se deu pela relação com os mais experientes, os mais velhos, mais vividos, normalmente dentro dos lares. Esse mesmo bombardeio de informações afastou o indivíduo dos contatos mais preciosos para sua formação mental e filosófica, seus mais velhos, os gurus do tempo vivido.

Por não praticarem a reflexão, a análise, os Brainless queimam seus grossos currículos ao abrirem a boca e reproduzirem conceitos destruidores da sua própria imagem, desferindo absurdos que fecharão as portas que tanto tentam atravessar. As informações captadas não são avaliadas, averiguadas e, imediatamente, repassam-nas com o intuito de serem os pioneiros da novidade. Pior, crêem que aquilo é produto da equação da verdade.

O não assistir a um telejornal, apenas um, deixa a sensação que o mundo não mais o aceitará. Ligar o computador sem correr os olhos num portal de noticias faz com que o dia flua com uma pequena taquicardia. Sair sem o seu aparelho de telefonia móvel, o celular, é um pecado, aterroriza, enlouquece, invalida o ser humano que por ali perambula.

Batizo esses alguns indivíduos, não poucos, de Brainless. Conectaram-se a tudo, mas perderam a conexão interior, quebraram a antena interna. Aquele crivo que separa a banalização do cérebro ao crescimento humano. Fica a suave sensação que o cérebro tomou a função de mero separador de orelhas.

Creio que esse é o endereço da ansiedade essencial. É exatamente aí que emerge toda a fraqueza do indivíduo, ao suspeitar que sem o celular, seus milhares de “amigos” não estão por perto, ele está fora da “rede”. (rede ou teia?!) Ele suspeita que está sozinho, como se não o estivesse por toda a vida. Vivendo desse modo não consegue compreender onde errou seus passos, invalidando a possibilidade de correção da rota.

Por não se descobrir, questionar, investigar ele acaba por não conhecer a si mesmo e se sente fraco, sem recursos. Porém, em momento algum esses recursos foram suas metas. Agindo assim não é possível entender a causalidade da vida, eternizando os fenômenos vividos simplesmente pela casualidade. Viver sob as regras da casualidade deve ser, realmente, apavorador. “A vida é causal e não casual”, vale o autor.

Pensando não ter como atuar sobre a própria vida, já que seu tempo é casual, surge a intempestiva sensação de impotência, matéria prima fundamental para a ansiedade. Até que se perceba que a as regras de sobrevivência são causais, inversamente ao que se pensava antes, intolerado e intolerante precisará de drogas que o alienem, sejam elas lícitas ou ilícitas. Não faltará quem as forneçam.

Paira a sensação que o tempo corre na mesma velocidade das informações e inicia-se um período de correrias, nada mais dá tempo. Surgem agora as manias, superstições, crenças, tiques, TOC’s... é se viciar no vício alienador, pois ele é a babá dos que não souberam se criar.

Claro que, as causas dessa ansiedade não são as informações, nem somente elas, mas a casual maneira de sobrevivência contemporânea. O grande período de convívio alucinante e tresloucado com as “telinhas” roubou a possibilidade do namoro com outra tela, mais antiga, porém ainda válida e necessária, o “espelho”.

domingo, 25 de maio de 2014

Querida... que temos para comer?!


A confiabilidade que podemos ter nos alimentos que nos são fornecidos está, a cada dia, mais comprometida. Felizmente os órgãos responsáveis por essas questões estão divulgando suas pesquisas e nos alertando sobre os perigos contidos na falta de informação.

Lembro-me que na década de 90 eu sugeria, para as mulheres, comerem muito morango, devido às suas propriedades preventivas sobre o câncer, especialmente o feminino. Certo dia, depois de assistir na televisão, um documentário sobre as plantações de morango passei a reverter todas as informações que eu havia passado anteriormente. Fiquei muito impressionado, mal impressionado, ao assistir os relatos dos fazendeiros dizendo que nem eles mesmos consumiam as frutas que plantavam. Assustador.

Mais assustador ainda era perceber a tranqüilidade com que tudo isso era dito. Não havia nenhuma preocupação com possíveis punições. Era uma declaração na televisão, em cadeia nacional, e em uma emissora da maior visibilidade. Parecia com algo que vemos atualmente quando alguns políticos são detidos pela polícia federal e ainda levantam os braços, como que comemorando o paraíso da “impunibilidade”.

Como atuo com técnicas das medicinas naturalistas, tenho o hábito de aconselhar alimentos naturais, em vez de alimentos industrializados. Até bem pouco tempo isso me parecia uma boa sugestão na prevenção de doenças e desequilíbrios. Porém, acompanhando as matérias que tratam de alimentos, tenho recuado nos conceitos naturais de alimentação e permanecido sem nenhuma sugestão, tendo em vista tudo que vem surgindo sobre os alimentos, ditos até então, como saudáveis.

Hoje, no período da tarde, assisti uma parte de um programa de televisão onde apresentavam o perigo contido nos sucos em lata ou “de caixinha”. Falaram também sobre os iogurtes, mas não assisti todo esse tema. Foi apresentado que duas latas de refrigerantes possuíam 5 colheres de açucares e duas latas de suco natural possuíam 7 colheres de açucares. Foi demonstrado também sobre a química que dá cor aos iogurtes.

Querendo buscar a veracidade sobre esses fatos, fui pesquisar e encontrei uma pequena matéria no portal NOTICIAS.R7 escrita por Renan Ramalho do PORTAL R7 de Brasília, demonstrando alguns fatos e sugerindo uma visita ao portal da ANVISA, onde pode ser encontrada toda a matéria. Copio a matéria na íntegra e a apresento agora:

“Em média, os sucos vendidos em caixinha têm mais açúcar do que os refrigerantes. Dependendo da marca, um suco de uva, por exemplo, pode ter até 70% a mais de açúcar do que um guaraná.
Essa é uma das conclusões de um estudo divulgado nesta quinta-feira (18) pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que comparou a quantidade de açúcares, sódio e gorduras em diversos alimentos industrializados de várias marcas.
Na média, os refrigerantes de cola ou guaraná apresentam um teor de açúcar de 10 g em um copinho de 100 ml. Os sucos, entre 11 g e 11,7 g, em média, dentro do mesmo recipiente. As diferenças maiores, porém, foram detectadas na comparação entre marcas e sabores.
         Foi constatado, por exemplo, que entre os sucos com concentração de polpa entre 30% e 50%, o de manga é o que tem menor quantidade de açúcar: foi detectado uma concentração de 9,8 g por 100 ml. No mesmo tipo de suco, sabor uva, o teor de açúcar era de 14,5 g.
O néctar, tipo de suco com concentração de polpa menor (entre 20% e 30%) apresentaram, em média, quantidade de açúcar menor (11g, contra 11,7g dos sucos mais concentrados).
Neste caso, também houve diferença entre marcas e sabores. Os de laranja, maçã e pêssego, por exemplo, tinham média de 11 g de açúcar por 100 ml. Os de uva, novamente, tinham mais, 14g/100 ml.
Nos refrigerantes, também há variação de açúcar dependendo da marca. Entre quatro fabricantes de guaraná, por exemplo, houve uma marca que registrou 8,5 g de açúcar em 100 ml analisados, o menor valor. Outra marca, apresentou 11,3g/100ml, a maior concentração.
O estudo completo está disponível no site da agência.” Por Renan Ramalho.

Perante informações deste tipo, embora raras, podemos ficar na dúvida se é melhor bebermos um enlatado ou tomar um “suquinho natural”. É óbvio que o mesmo acontece com os outros vários tipos de alimentos que nos são oferecidos, não é somente o açúcar o vilão desses alimentos, mas não são divulgados devido à proteção orçamentária dos divulgadores.

Estão sendo apresentados alimentos chamados de “orgânicos” e não sabemos se o são realmente, pois ainda não há um acompanhamento sobre a veracidade das informações oferecidas pelos produtores, e se há, talvez não chegue aos nossos ouvidos.

Sendo assim, não é de se assustar mais, infelizmente, quando nos deparamos com uma intoxicação alimentar e descobrimos que a vítima só se alimentou de “produtos naturais”.


- Bom apetite!

domingo, 4 de maio de 2014

Choque térmico... (sinusitis - chill - froid)


No clima quente usamos poucas roupas e ainda assim elas são mais ventiladas, mais soltas. O calor nos ajuda a optar por locais mais ventilados, abertos. Raramente fazemos programas onde ficaremos fechados em um ambiente. Quase sempre as propostas são de ficar ao ar livre com bastante vento, preferencialmente. Como vivemos em um país tropical, essa realidade prevalece em quase todo o ano. Porém, temos um período onde o frio nos visita e mesmo sendo um frio pequeno, em relação a outros países, temos frio.

O Verão se despediu e o clima começa a se modificar, assim como a paisagem e as escolhas que faremos no vestuário e ambientes para frequentar. A friagem faz com que usemos roupas mais fechadas, escuras e que também optemos por ambientes mais fechados. Procuramos nos esconder do vento e da friagem que o acompanha. Por isso, quando estamos no lado interno das habitações procuramos manter tudo fechado.

Essa mudança de comportamento necessita ser bem realizada para que possamos nos livrar de vários problemas contra a boa saúde. Existem vários perigos no comportamento que procura se defender do frio. Alguns deles são bem comuns, os mais praticados, e oferecem risco à nossa saúde.

Dentre eles existem alguns que são os mais cometidos. Um deles é manter o ambiente todo fechado. Esse comportamento é perigoso, pois precisamos da renovação do ar, mesmo no frio. Não é preciso deixar as janelas escancaradas, mas permitir que o ar circule e se renove é fundamental para evitar as infecções aéreas onde todos respiram o mesmo ar sem renovação.

Banhos muito quentes também são comuns na chegada do frio. Existe o perigo do choque térmico, aliás, um grande perigo. Sair do banho quente e pegar uma corrente de vento frio é muito prejudicial à saúde. O ideal é que esses banhos não sejam tão quentes, que se leve a roupa a ser usada para dentro do banheiro, e já saia do banheiro com uma roupa que mantenha o calor e nos proteja de golpes frios, especialmente nos pés, costas e peito.

Com roupas que agasalham e ambientes fechados, às vezes, nos esquecemos que teremos que sair. Existe aí outro grande problema. Permanecemos por algum tempo em um ambiente aquecido, com roupas que confortam contra o frio. Quando saímos desse ambiente para o lado externo recebemos golpes de vento que prejudicarão o nosso equilíbrio térmico. É comum que esse comportamento gere corizas e até paralisias faciais. Seria bom que provocássemos um suave e constante resfriamento do corpo antes de sair para enfrentar o frio.

Outro comportamento bastante comum também nessas épocas é o de se alimentar de caldos, cremes, sopas ou outros alimentos, todos quentes, e acompanhados com bebidas geladas. O trajeto dos alimentos vai sendo aquecido com o alimento e esse aquecimento é acumulativo. Ingerindo uma bebida gelada, especialmente se foram sorvidas com “canudinho”, juntamente ou logo após a refeição, quebramos novamente o equilíbrio térmico e vamos conseguir, no mínimo, boas crises de sinusite. O resfriamento abrupto do palato (céu-da-boca) provocará a queda da defesa das vias aéreas. O ideal é que, se for acompanhar com alguma bebida, que ela esteja em temperatura ambiente.

O uso inadequado da geladeira é mais um componente perigoso para o choque térmico. Com o corpo aquecido, o indivíduo abre a geladeira e, para pegar algum item, se joga lá dentro. É um comportamento muito perigoso contra a saúde. Essa exposição, mesmo que rápida, pode provocar diversos danos ao corpo do indivíduo. O ideal é que se use a porta da geladeira como escudo, protegendo o corpo da friagem excessiva.

Existem vários outros perigos na lida com o frio. Expus apenas os mais comumente encontrados na conduta diária.  O uso do bom senso é sempre o melhor caminho para mantermo-nos protegidos contra os perigos da sobrevivência. Como diziam os antigos: “Bom senso e canja de galinha não faz mal para ninguém!”

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O bom e velho Sexo... (sexuality - sexualité - cinsellik)


Os valores de uma sociedade fraca são fracos também, não poderia ser diferente. Numa cultura onde os componentes da sobrevivência são descartados de maneira equivocada a felicidade fica à disposição do acaso. A má compreensão da sorte humana determina os quilates atribuídos ao nível da satisfação individual.

O sexo, por exemplo, é um assunto que sempre causa desconforto na nossa cultura, especialmente quando estamos falando da sexualidade em idades mais avançadas. Sugere o conceito popular, estranhamente, que a sexualidade se torna falível através das décadas de vivência pessoal.

Na prática cotidiana não é isso que encontramos quando conseguimos um desabafo sincero e objetivo de um indivíduo adulto maduro que discorre sobre seus quinhões de felicidade. Invariavelmente a sexualidade está contida nos seus planos e desejos de realização e satisfação. A tensão sexual positiva que se coloca sobre os jovens é a mesma tensão sexual negativa que se coloca sobre os indivíduos maduros. Aceitar e apoiar a fisiologia sexual adolescente é tão resistente quanto condenar a fisiologia sexual maturescente.

Transcorrer pelas décadas torna o indivíduo mais experiente e mais experimentado, gerando assim a sabedoria necessária para administrar seus conflitos e determinar seus objetivos, quase sempre. Com relação à sexualidade não poderia ser diferente. Conhecendo mais sobre seu corpo e do seu parceiro(a), seus impulsos, limites, fragilidades, caminhos, o indivíduo torna-se mais completo também para a prática sexual e, é exatamente nas faixas etárias mais adultas que essa sabedoria tem a oportunidade de se revelar, quando lhes é permitido.

Sexo é identificado com a reprodução, atratividade jovem e poder. Até mesmo as pessoas de meia-idade não querem enfrentar a inevitabilidade de envelhecerem, temerosas de se tornarem reféns do silêncio algoz que paira sobre a sexualidade madura. Conviver com pessoas bem vivenciadas é sempre um prazer e suas boas vivências se estendem à sexualidade, apresentando o traquejo necessário para a convivência íntima.

A suposição generalizada de que os idosos perdem o interesse em sexo e são, ou deveriam ser assexuados, é errônea. Mais falsa se torna essa afirmativa quando ela é direcionada ao gênero feminino. As mulheres maduras são tão voluptuosas quanto os homens maduros, mas ficam aprisionadas na masmorra da crítica dos comuns, trocando sempre o que é sensual pelo que é censual.

# "Não há limite de idade para a sexualidade e atividade sexual”, relata Stephanie A. Sanders, PhD, diretor associado do grupo de pesquisa sexual do Instituto Kinsey. “Relatórios mostram que a maioria dos homens e mulheres entre 50 e 80 anos de idade ainda estão entusiasmados com sexo e intimidade”.

# "Usá-lo ou perdê-lo”, diz o especialista em geriatria Walter M. Bortz, autor de vários estudos sobre a sexualidade dos idosos. Dr. Bortz, professor da Escola de Medicina de Stanford, é ex-presidente da Sociedade Americana de Geriatria e ex-co-presidente da Força-Tarefa da Associação Médica Americana sobre Envelhecimento. Diz ele: "Se você tem interesse em se manter saudável, fique longe de medicamentos e tenha um bom companheiro(a), então você pode ter um bom sexo por todo o caminho até o fim da vida. Embora nem todo mundo queira ou precise de uma vida sexual ativa, muitas pessoas continuam a ser sexuais durante toda a vida. É uma questão de sobrevivência. As pessoas que fazem sexo vivem mais tempo e quanto mais íntima a conexão, mais poderosos são seus efeitos." Um estudo da Universidade Duke mostra que cerca de 20% das pessoas com mais de 65 anos têm vidas sexuais que são melhores do que nunca.

Embora o sexo seja tratado com uma questão moral, ele está dentro da classe das necessidades fisiológicas, assim como a alimentação, evacuação, o sono, a micção, respiração. É necessária sua prática para que desfrutemos das benesses trazidas com sua freqüência. Tal qual seus colegas de classe, ele - o sexo – é fundamental para a saúde física, mental e espiritual.

Se todos nós vamos envelhecer, ou melhor, quase todos nós, pois alguns não conseguiram vencer todas as etapas, permitamos então que nossos pais, avós e entes queridos e mais vivenciados possam desfrutar de uma vida plena de satisfação e felicidade.


# HealthDay – News for Healthier Living – By Loren Stein, MA.

domingo, 23 de março de 2014

O arremesso da flecha (immaturity - immaturité - hamlık)


Os arqueiros sabem que ao lançarem uma flecha precisam avaliar minuciosamente o ângulo de lançamento do seu arco para que a flecha cumpra a distância necessária para alcançar o arco. À medida que levantam o arco, a flecha vai mais distante, porém se levantarem demasiadamente a flecha cairá sobre seus próprios pés. É preciso a sabedoria do bom senso. Eles também sabem que a trajetória da flecha não é retilínea e sim curvilínea. Ela faz um arco para chegar ao alvo, assim como o arco que o arqueiro segura.

Fazendo uma analogia entre esse esporte e nossas ações, vamos nos deparar com a concepção da “curva de grande arco”. Esse termo se refere à trajetória das nossas ações. Quando desferimos ao mundo um ato, ele sai como se fosse uma flecha e vai fazer um arco para alcançar nosso objetivo, caso a “mira” esteja bem regulada. Poderemos comparar a “mira” com o conhecimento real do objetivo e de si mesmo. Atirar uma flecha sem visualizar corretamente o alvo é um despautério.

Convivemos com pessoas que estão sofrendo com as conseqüências de seus atos, mas não percebem o motivo do sofrimento. Sofrem porque não percebem que o que se passa nesse momento é um resultado de ações anteriores, flechas lançadas ao léu. Agem por modismo, influências, inconsequência e depois não conseguem entender o que está se passando em suas vidas.

Quando a flecha encontra o arco acontece uma infinidade de reações físicas na flecha, e no alvo, que só um bom professor de física poderia nos relembrar tudo isso, ou a câmera lenta do Discovery. Da mesma maneira, quando nossa ação alcança nosso alvo, muitas reações acontecem no centro do nosso objetivo. Essas reações, que são as reações do “outro”, não são pensadas por algumas pessoas no momento de desferir um ato. Eles só conseguem pensar no que vão fazer e nunca na reação do outro. Eles sabem do que são capazes, mas nunca pensam no que outro é capaz. Esse tipo de comportamento é bem comum e tem custado um alto “preço” para os seus praticantes, ainda assim, nem todos percebam esse “preço”.

Bem recentemente, ouvindo uma entrevista televisiva de uma doutora em psicologia, me assustei com a informação passada. Ela dizia que, segundo pesquisas de estatística, aproximadamente 79% dos adultos com mais de 40 anos de idade tinham uma idade mental de 17 anos de idade. Ela disse também que, segundo as mesmas pesquisas, atualmente, a idade final da adolescência é por volta dos 28 anos de idade.

Considero essa pesquisa assustadora, mas muito esclarecedora, pois ela me fez compreender melhor o susto que algumas pessoas levam com a reação do “outro”. Imagine-se enamorado por uma pessoa de 45 anos de idade, a qual você espera uma relação madura e bastante equilibrada, porém não consegue êxito na relação, pois a mesma não reage psicologicamente em concordância com a sua idade cronológica. Posso entender também quando uma empresa contrata um profissional, não raramente com mestrado, por volta dos seus 35 anos de idade, e esse mesmo profissional não responde aos anseios gerados pelo seu cargo e função.

Eu tenho algumas impressões sobre as causas dessa formação psicológica extemporânea, tardia. Antes, porém, gostaria de saber a opinião dos leitores desse Blog sobre esse momento que foi apresentado nas pesquisas e que convivemos diariamente. Deixe seu comentário.

?...?...? (eleições - elections - élections)


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Acordando sem Dores... (wake - réveiller - wakker worden)


Diariamente, ouvimos dos nossos mais próximos, várias queixas sobre algumas dores ao acordar. Dói o braço, o punho, a região lombar, o pescoço, ombros, joelhos, além de dormências em algumas regiões do corpo, inclusive na cabeça.

- “Sinto que estou enferrujado”. - Essa é a frase pronunciada mais comumente nas conversas onde a queixa matinal é a tônica.

Acontece que algumas coisas são bem óbvias, mas ainda passam despercebidas por nós. Foi-nos ensinado que dormir é um ato que nos leva ao relaxamento. Não é mentira, mas também não é uma verdade absoluta. O ideal é dormir após o relaxamento. Seria muito bom se todos pudessem adquirir o hábito de fazer algum tipo de relaxamento e alongamento antes de dormir.

Durante a jornada diária passamos por muitas tensões emocionais que produzem instintiva tensão nos músculos. Casa emoção tende a concentrar-se em um grupo muscular, conforme já abordei em outro texto nesse Blog. As tensões vão se acumulando em nosso corpo e quando chegamos em casa, cansados, e nos jogamos na cama, guardamos essa tensão para o dia seguinte. Fator acumulativo.

Bom seria fazer uma curta série de alongamentos, exercícios respiratórios, katas (série de movimentos ensinados nas artes marciais), Do-In, tai-chi ou qualquer outra atividade que nos livre das amarras corporais trazidas da labuta. Qualquer uma atividade que provoque o relaxamento é ideal para agraciar nossa noite de sono. As atividades passivas também são bem vindas como a massagem, por exemplo. Ah... claro, as atividades sexuais também podem ser relaxantes.

Primeiramente vamos investigar se o nosso colchão e o nosso travesseiro são indicados para o nosso biótipo.

Depois de pensarmos nas possibilidades do relaxamento, devemos nos atentar para o posicionamento na cama, talvez esse seja o maior gerador das dores e incômodos matinais. A posição que seu corpo assume ao dormir é a principal condição geradora dos inconvenientes corporais. Vejamos:

Dormir com a cabeça encostada na cabeceira da cama, direto na madeira, vai gerar torcicolos e dormência no couro cabeludo. Dormir com a cabeça dependurada porque o travesseiro é muito baixo, ou com a cabeça erguida porque o travesseiro é muito alto, vai gerar torcicolos e dores na musculatura dos ombros e pescoço. Se essa posição for a de toda noite, com o passar do tempo, essa dormência e/ou dor, vai se estender para os braços.

Dormir sobre o ombro, deslocando-o para frente, vai causar dor ao acordar e, se essa for a sua posição de dormir, a dor o acompanhará por todo o dia, além de provocar sérios danos na estrutura que prende o braço ao corpo.

Dormir com o braço, ou mão, preso debaixo do travesseiro, posição natural para quem dorme de barriga para baixo, vai deslocar o ombro e trazer dores intensas no punho e mão, algumas vezes acompanhada de dormência também. Deixar a perna solta, fora da cama, deixando joelho como ponto de apoio, vai gerar uma dor alucinante na parte interna do joelho, que o acompanhará por todo o dia.

Alguns dormem com o tronco virado para um lado e os quadris para o outro, provocando uma torção no corpo. Esse hábito gerará uma lombalgia crônica e poderá correr pela perna uma dor ou dormência.

Bem, seria exaustivo citar todos os casos que conhecemos. Cito aqui apenas os mais recorrentes, mas quero ressaltar que corrigir a postura de dormir é fundamental para a saúde física e mental, e para se livrar de tantas dores batizadas como idiopáticas.

Pois bem, algum leitor está pensando na dificuldade que é mudar um hábito de vida, especialmente a posição de dormir. É verdade, mudar hábitos é reencontrar-se consigo mesmo, e isso é coisa que não habituamos a fazer, porém não é impossível, basta calcularmos a relação “Custo x Beneficio” para tentarmos a mudança.

Para os que dormem acompanhados, podemos pensar na hipótese de solicitar ao companheiro(a) do lado que os ajude, te acordando para a devida correção da posição corporal. Podemos também, ao deitarmos para dormir, dar comandos para nossa mente não permitir aquela posição incorreta que estamos acostumados. Parece subjetivo, mas funciona perfeitamente. A prática é o caminho da disciplina.

Seu corpo tem total interesse em não dormir daquela maneira em que ele sofre por toda a noite. Ele só permanece assim porque nossas tensões emocionais determinam a nossa postura física, inclusive ao dormir. Todo aquele que tentar fazer essa correção postural ao dormir perceberá que, além de acordar sem dores, perderá algumas das suas fraquezas emocionais, que serão corrigidas, instintivamente, ao mudar seu hábito de dormir.

Somente à título de curiosidade, podemos lembrar a posição da Estrela Falange (Falinge para alguns). Essa é a posição de se deitar de barriga para cima, com os braços e pernas abertos, imitando a estrela de 5 pontas. Permanecer ou dormir nessa posição liberta-nos dos medos e inseguranças. Vale o teste.

Nada impede que, ao levantarmos, possamos repetir nossos exercícios para acordar o corpo.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Bom e Velho Buda...

“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido". 


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Aposentadoria Amigável... (betrayal - perfidy - trahison)

É comum, na clínica diária, encontramos indivíduos que estão sofrendo emocionalmente por terem conquistado a aposentadoria profissional.

As pessoas sonham com a aposentadoria e quando isto acontece, às vezes, surge também o sofrimento. Elas sofrem porque começam a se sentirem inúteis, desvalorizadas e, o principal, traídas pelos amigos, quando na realidade isso nem sempre acontece. O que há é uma errônea categorização dos amigos ou da situação. Esse pesar é um dos temas mais sugeridos quando profiro palestras empresariais.

Certa vez, um senhor que se tratava comigo, relatou que não conseguia suportar a dor da traição dos amigos, pois era, quando na ativa, o diretor jurídico de uma grande empresa multinacional. Eram tantos os presentes que ganhava que sua esposa se irritava com presentes espalhados por toda a casa. Ele precisou fazer um pequeno cômodo no quintal da sua casa para poder estocar a enorme quantidade de cestas de natal, eletrônicos, bebidas importadas e outros presentes que o enviavam frequentemente.

Ele disse que era constantemente convidado para apadrinhar crianças, casamentos. Sempre tinha convites para casas de praia, sítios, fazendas e após se aposentar o seu telefone não tocava mais. Quando, raramente, visitava a empresa da qual fez parte, as pessoas pareciam correr dele, não queriam conversar ou trocar idéias, fingiam não vê-lo. Vários fatores podem gerar essa reação dos “amigos” da época de trabalho, mas duas são mais comuns.

A primeira está relacionada à falta de preparo de certos indivíduos para estarem no poder. Esses indivíduos não conseguem separar seu cargo das relações pessoais (humanização profissional) e acabam por machucar outras pessoas com seu comportamento excessivamente aristocrático. Sentindo-se privilegiados pelo destino, entendem que podem gritar, xingar, espezinhar e humilhar os seus “súditos” (leia-se: colegas de trabalho) e, assim pensando, conquistam uma inimizade anônima que será revelada na sua aposentadoria ou na sua precoce perda do cargo.

A segunda questão, a qual dedico esse texto, é a errônea categorização dos amigos. Alguns indivíduos não conseguem perceber a diferença entre as atitudes vindas de amigos das atitudes vindas de colegas de trabalho, embora a distância entre elas não seja tão sutil. Costumam ficar embriagados pela performance do cargo e não conseguem diferenciar uma manifestação profissional de uma manifestação amigável.

Não entendendo quando estão sendo necessários ou amados, esses indivíduos deferem atos invertidos gerando o verdadeiro caos emocional, pois invertendo a compreensão dos vetores ele acaba comercializando os amigos e fraternizando os seus compradores.

Recentemente, recebi um texto de autoria do Max Gehringer que quero dividir com meus leitores, acreditando que ilustra bem a situação.

aisentes Existem cinco estágios em uma carreira:

O primeiro estágio é aquele em que o funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.

No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por exemplo, Heitor de Contas a Pagar.

No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome: Heitor do Banco Tal.

No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: Heitor Diretor do Banco Tal.
 
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele como “o meu amigo Heitor, Diretor do Banco Tal”'.

Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, um “amigo profissional”.

Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional. Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.

Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.

Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores.

Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão numa planilha.

É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom não confundir uma coisa com a outra. Amigos profissionais são necessários. Amigos de verdade, indispensáveis.

Algum dia - e esse dia chega rápido - os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.”

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Novo Ano!

Está aí, está aqui, pronto, Chegou o novo ano. É sempre um momento para novos projetos e propostas. Promessas e desejos são lançados para a nossa propulsão.

Aproveito essa data para agradecer aos queridos que enviaram boas energias, mensagens delicadas, verdadeiras e também desejar muita paz, saúde e harmonia no novo ano, sem jamais me esquecer dos que, carinhosamente, contribuíram para o bom fechamento do ano que se foi. Agradeço também, com promessa de correção, aos que mantiveram em equilíbrio nossas relações na difícil arte do convívio.

Espero que todos nós possamos, ao término desse novo ano, estar juntos dividindo muita felicidade e prosperidade, repletos de saúde e com muita energia para prosseguirmos na nossa longa viagem, e que seja longa mesmo.

Obrigado e paz no coração!!!