sexta-feira, 4 de abril de 2014

O bom e velho Sexo... (sexuality - sexualité - cinsellik)


Os valores de uma sociedade fraca são fracos também, não poderia ser diferente. Numa cultura onde os componentes da sobrevivência são descartados de maneira equivocada a felicidade fica à disposição do acaso. A má compreensão da sorte humana determina os quilates atribuídos ao nível da satisfação individual.

O sexo, por exemplo, é um assunto que sempre causa desconforto na nossa cultura, especialmente quando estamos falando da sexualidade em idades mais avançadas. Sugere o conceito popular, estranhamente, que a sexualidade se torna falível através das décadas de vivência pessoal.

Na prática cotidiana não é isso que encontramos quando conseguimos um desabafo sincero e objetivo de um indivíduo adulto maduro que discorre sobre seus quinhões de felicidade. Invariavelmente a sexualidade está contida nos seus planos e desejos de realização e satisfação. A tensão sexual positiva que se coloca sobre os jovens é a mesma tensão sexual negativa que se coloca sobre os indivíduos maduros. Aceitar e apoiar a fisiologia sexual adolescente é tão resistente quanto condenar a fisiologia sexual maturescente.

Transcorrer pelas décadas torna o indivíduo mais experiente e mais experimentado, gerando assim a sabedoria necessária para administrar seus conflitos e determinar seus objetivos, quase sempre. Com relação à sexualidade não poderia ser diferente. Conhecendo mais sobre seu corpo e do seu parceiro(a), seus impulsos, limites, fragilidades, caminhos, o indivíduo torna-se mais completo também para a prática sexual e, é exatamente nas faixas etárias mais adultas que essa sabedoria tem a oportunidade de se revelar, quando lhes é permitido.

Sexo é identificado com a reprodução, atratividade jovem e poder. Até mesmo as pessoas de meia-idade não querem enfrentar a inevitabilidade de envelhecerem, temerosas de se tornarem reféns do silêncio algoz que paira sobre a sexualidade madura. Conviver com pessoas bem vivenciadas é sempre um prazer e suas boas vivências se estendem à sexualidade, apresentando o traquejo necessário para a convivência íntima.

A suposição generalizada de que os idosos perdem o interesse em sexo e são, ou deveriam ser assexuados, é errônea. Mais falsa se torna essa afirmativa quando ela é direcionada ao gênero feminino. As mulheres maduras são tão voluptuosas quanto os homens maduros, mas ficam aprisionadas na masmorra da crítica dos comuns, trocando sempre o que é sensual pelo que é censual.

# "Não há limite de idade para a sexualidade e atividade sexual”, relata Stephanie A. Sanders, PhD, diretor associado do grupo de pesquisa sexual do Instituto Kinsey. “Relatórios mostram que a maioria dos homens e mulheres entre 50 e 80 anos de idade ainda estão entusiasmados com sexo e intimidade”.

# "Usá-lo ou perdê-lo”, diz o especialista em geriatria Walter M. Bortz, autor de vários estudos sobre a sexualidade dos idosos. Dr. Bortz, professor da Escola de Medicina de Stanford, é ex-presidente da Sociedade Americana de Geriatria e ex-co-presidente da Força-Tarefa da Associação Médica Americana sobre Envelhecimento. Diz ele: "Se você tem interesse em se manter saudável, fique longe de medicamentos e tenha um bom companheiro(a), então você pode ter um bom sexo por todo o caminho até o fim da vida. Embora nem todo mundo queira ou precise de uma vida sexual ativa, muitas pessoas continuam a ser sexuais durante toda a vida. É uma questão de sobrevivência. As pessoas que fazem sexo vivem mais tempo e quanto mais íntima a conexão, mais poderosos são seus efeitos." Um estudo da Universidade Duke mostra que cerca de 20% das pessoas com mais de 65 anos têm vidas sexuais que são melhores do que nunca.

Embora o sexo seja tratado com uma questão moral, ele está dentro da classe das necessidades fisiológicas, assim como a alimentação, evacuação, o sono, a micção, respiração. É necessária sua prática para que desfrutemos das benesses trazidas com sua freqüência. Tal qual seus colegas de classe, ele - o sexo – é fundamental para a saúde física, mental e espiritual.

Se todos nós vamos envelhecer, ou melhor, quase todos nós, pois alguns não conseguiram vencer todas as etapas, permitamos então que nossos pais, avós e entes queridos e mais vivenciados possam desfrutar de uma vida plena de satisfação e felicidade.


# HealthDay – News for Healthier Living – By Loren Stein, MA.

domingo, 23 de março de 2014

O arremesso da flecha (immaturity - immaturité - hamlık)


Os arqueiros sabem que ao lançarem uma flecha precisam avaliar minuciosamente o ângulo de lançamento do seu arco para que a flecha cumpra a distância necessária para alcançar o arco. À medida que levantam o arco, a flecha vai mais distante, porém se levantarem demasiadamente a flecha cairá sobre seus próprios pés. É preciso a sabedoria do bom senso. Eles também sabem que a trajetória da flecha não é retilínea e sim curvilínea. Ela faz um arco para chegar ao alvo, assim como o arco que o arqueiro segura.

Fazendo uma analogia entre esse esporte e nossas ações, vamos nos deparar com a concepção da “curva de grande arco”. Esse termo se refere à trajetória das nossas ações. Quando desferimos ao mundo um ato, ele sai como se fosse uma flecha e vai fazer um arco para alcançar nosso objetivo, caso a “mira” esteja bem regulada. Poderemos comparar a “mira” com o conhecimento real do objetivo e de si mesmo. Atirar uma flecha sem visualizar corretamente o alvo é um despautério.

Convivemos com pessoas que estão sofrendo com as conseqüências de seus atos, mas não percebem o motivo do sofrimento. Sofrem porque não percebem que o que se passa nesse momento é um resultado de ações anteriores, flechas lançadas ao léu. Agem por modismo, influências, inconsequência e depois não conseguem entender o que está se passando em suas vidas.

Quando a flecha encontra o arco acontece uma infinidade de reações físicas na flecha, e no alvo, que só um bom professor de física poderia nos relembrar tudo isso, ou a câmera lenta do Discovery. Da mesma maneira, quando nossa ação alcança nosso alvo, muitas reações acontecem no centro do nosso objetivo. Essas reações, que são as reações do “outro”, não são pensadas por algumas pessoas no momento de desferir um ato. Eles só conseguem pensar no que vão fazer e nunca na reação do outro. Eles sabem do que são capazes, mas nunca pensam no que outro é capaz. Esse tipo de comportamento é bem comum e tem custado um alto “preço” para os seus praticantes, ainda assim, nem todos percebam esse “preço”.

Bem recentemente, ouvindo uma entrevista televisiva de uma doutora em psicologia, me assustei com a informação passada. Ela dizia que, segundo pesquisas de estatística, aproximadamente 79% dos adultos com mais de 40 anos de idade tinham uma idade mental de 17 anos de idade. Ela disse também que, segundo as mesmas pesquisas, atualmente, a idade final da adolescência é por volta dos 28 anos de idade.

Considero essa pesquisa assustadora, mas muito esclarecedora, pois ela me fez compreender melhor o susto que algumas pessoas levam com a reação do “outro”. Imagine-se enamorado por uma pessoa de 45 anos de idade, a qual você espera uma relação madura e bastante equilibrada, porém não consegue êxito na relação, pois a mesma não reage psicologicamente em concordância com a sua idade cronológica. Posso entender também quando uma empresa contrata um profissional, não raramente com mestrado, por volta dos seus 35 anos de idade, e esse mesmo profissional não responde aos anseios gerados pelo seu cargo e função.

Eu tenho algumas impressões sobre as causas dessa formação psicológica extemporânea, tardia. Antes, porém, gostaria de saber a opinião dos leitores desse Blog sobre esse momento que foi apresentado nas pesquisas e que convivemos diariamente. Deixe seu comentário.

?...?...? (eleições - elections - élections)


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Acordando sem Dores... (wake - réveiller - wakker worden)


Diariamente, ouvimos dos nossos mais próximos, várias queixas sobre algumas dores ao acordar. Dói o braço, o punho, a região lombar, o pescoço, ombros, joelhos, além de dormências em algumas regiões do corpo, inclusive na cabeça.

- “Sinto que estou enferrujado”. - Essa é a frase pronunciada mais comumente nas conversas onde a queixa matinal é a tônica.

Acontece que algumas coisas são bem óbvias, mas ainda passam despercebidas por nós. Foi-nos ensinado que dormir é um ato que nos leva ao relaxamento. Não é mentira, mas também não é uma verdade absoluta. O ideal é dormir após o relaxamento. Seria muito bom se todos pudessem adquirir o hábito de fazer algum tipo de relaxamento e alongamento antes de dormir.

Durante a jornada diária passamos por muitas tensões emocionais que produzem instintiva tensão nos músculos. Casa emoção tende a concentrar-se em um grupo muscular, conforme já abordei em outro texto nesse Blog. As tensões vão se acumulando em nosso corpo e quando chegamos em casa, cansados, e nos jogamos na cama, guardamos essa tensão para o dia seguinte. Fator acumulativo.

Bom seria fazer uma curta série de alongamentos, exercícios respiratórios, katas (série de movimentos ensinados nas artes marciais), Do-In, tai-chi ou qualquer outra atividade que nos livre das amarras corporais trazidas da labuta. Qualquer uma atividade que provoque o relaxamento é ideal para agraciar nossa noite de sono. As atividades passivas também são bem vindas como a massagem, por exemplo. Ah... claro, as atividades sexuais também podem ser relaxantes.

Primeiramente vamos investigar se o nosso colchão e o nosso travesseiro são indicados para o nosso biótipo.

Depois de pensarmos nas possibilidades do relaxamento, devemos nos atentar para o posicionamento na cama, talvez esse seja o maior gerador das dores e incômodos matinais. A posição que seu corpo assume ao dormir é a principal condição geradora dos inconvenientes corporais. Vejamos:

Dormir com a cabeça encostada na cabeceira da cama, direto na madeira, vai gerar torcicolos e dormência no couro cabeludo. Dormir com a cabeça dependurada porque o travesseiro é muito baixo, ou com a cabeça erguida porque o travesseiro é muito alto, vai gerar torcicolos e dores na musculatura dos ombros e pescoço. Se essa posição for a de toda noite, com o passar do tempo, essa dormência e/ou dor, vai se estender para os braços.

Dormir sobre o ombro, deslocando-o para frente, vai causar dor ao acordar e, se essa for a sua posição de dormir, a dor o acompanhará por todo o dia, além de provocar sérios danos na estrutura que prende o braço ao corpo.

Dormir com o braço, ou mão, preso debaixo do travesseiro, posição natural para quem dorme de barriga para baixo, vai deslocar o ombro e trazer dores intensas no punho e mão, algumas vezes acompanhada de dormência também. Deixar a perna solta, fora da cama, deixando joelho como ponto de apoio, vai gerar uma dor alucinante na parte interna do joelho, que o acompanhará por todo o dia.

Alguns dormem com o tronco virado para um lado e os quadris para o outro, provocando uma torção no corpo. Esse hábito gerará uma lombalgia crônica e poderá correr pela perna uma dor ou dormência.

Bem, seria exaustivo citar todos os casos que conhecemos. Cito aqui apenas os mais recorrentes, mas quero ressaltar que corrigir a postura de dormir é fundamental para a saúde física e mental, e para se livrar de tantas dores batizadas como idiopáticas.

Pois bem, algum leitor está pensando na dificuldade que é mudar um hábito de vida, especialmente a posição de dormir. É verdade, mudar hábitos é reencontrar-se consigo mesmo, e isso é coisa que não habituamos a fazer, porém não é impossível, basta calcularmos a relação “Custo x Beneficio” para tentarmos a mudança.

Para os que dormem acompanhados, podemos pensar na hipótese de solicitar ao companheiro(a) do lado que os ajude, te acordando para a devida correção da posição corporal. Podemos também, ao deitarmos para dormir, dar comandos para nossa mente não permitir aquela posição incorreta que estamos acostumados. Parece subjetivo, mas funciona perfeitamente. A prática é o caminho da disciplina.

Seu corpo tem total interesse em não dormir daquela maneira em que ele sofre por toda a noite. Ele só permanece assim porque nossas tensões emocionais determinam a nossa postura física, inclusive ao dormir. Todo aquele que tentar fazer essa correção postural ao dormir perceberá que, além de acordar sem dores, perderá algumas das suas fraquezas emocionais, que serão corrigidas, instintivamente, ao mudar seu hábito de dormir.

Somente à título de curiosidade, podemos lembrar a posição da Estrela Falange (Falinge para alguns). Essa é a posição de se deitar de barriga para cima, com os braços e pernas abertos, imitando a estrela de 5 pontas. Permanecer ou dormir nessa posição liberta-nos dos medos e inseguranças. Vale o teste.

Nada impede que, ao levantarmos, possamos repetir nossos exercícios para acordar o corpo.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Bom e Velho Buda...

“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido". 


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Aposentadoria Amigável... (betrayal - perfidy - trahison)

É comum, na clínica diária, encontramos indivíduos que estão sofrendo emocionalmente por terem conquistado a aposentadoria profissional.

As pessoas sonham com a aposentadoria e quando isto acontece, às vezes, surge também o sofrimento. Elas sofrem porque começam a se sentirem inúteis, desvalorizadas e, o principal, traídas pelos amigos, quando na realidade isso nem sempre acontece. O que há é uma errônea categorização dos amigos ou da situação. Esse pesar é um dos temas mais sugeridos quando profiro palestras empresariais.

Certa vez, um senhor que se tratava comigo, relatou que não conseguia suportar a dor da traição dos amigos, pois era, quando na ativa, o diretor jurídico de uma grande empresa multinacional. Eram tantos os presentes que ganhava que sua esposa se irritava com presentes espalhados por toda a casa. Ele precisou fazer um pequeno cômodo no quintal da sua casa para poder estocar a enorme quantidade de cestas de natal, eletrônicos, bebidas importadas e outros presentes que o enviavam frequentemente.

Ele disse que era constantemente convidado para apadrinhar crianças, casamentos. Sempre tinha convites para casas de praia, sítios, fazendas e após se aposentar o seu telefone não tocava mais. Quando, raramente, visitava a empresa da qual fez parte, as pessoas pareciam correr dele, não queriam conversar ou trocar idéias, fingiam não vê-lo. Vários fatores podem gerar essa reação dos “amigos” da época de trabalho, mas duas são mais comuns.

A primeira está relacionada à falta de preparo de certos indivíduos para estarem no poder. Esses indivíduos não conseguem separar seu cargo das relações pessoais (humanização profissional) e acabam por machucar outras pessoas com seu comportamento excessivamente aristocrático. Sentindo-se privilegiados pelo destino, entendem que podem gritar, xingar, espezinhar e humilhar os seus “súditos” (leia-se: colegas de trabalho) e, assim pensando, conquistam uma inimizade anônima que será revelada na sua aposentadoria ou na sua precoce perda do cargo.

A segunda questão, a qual dedico esse texto, é a errônea categorização dos amigos. Alguns indivíduos não conseguem perceber a diferença entre as atitudes vindas de amigos das atitudes vindas de colegas de trabalho, embora a distância entre elas não seja tão sutil. Costumam ficar embriagados pela performance do cargo e não conseguem diferenciar uma manifestação profissional de uma manifestação amigável.

Não entendendo quando estão sendo necessários ou amados, esses indivíduos deferem atos invertidos gerando o verdadeiro caos emocional, pois invertendo a compreensão dos vetores ele acaba comercializando os amigos e fraternizando os seus compradores.

Recentemente, recebi um texto de autoria do Max Gehringer que quero dividir com meus leitores, acreditando que ilustra bem a situação.

aisentes Existem cinco estágios em uma carreira:

O primeiro estágio é aquele em que o funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.

No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por exemplo, Heitor de Contas a Pagar.

No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome: Heitor do Banco Tal.

No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: Heitor Diretor do Banco Tal.
 
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele como “o meu amigo Heitor, Diretor do Banco Tal”'.

Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, um “amigo profissional”.

Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional. Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.

Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.

Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores.

Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão numa planilha.

É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom não confundir uma coisa com a outra. Amigos profissionais são necessários. Amigos de verdade, indispensáveis.

Algum dia - e esse dia chega rápido - os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.”

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Novo Ano!

Está aí, está aqui, pronto, Chegou o novo ano. É sempre um momento para novos projetos e propostas. Promessas e desejos são lançados para a nossa propulsão.

Aproveito essa data para agradecer aos queridos que enviaram boas energias, mensagens delicadas, verdadeiras e também desejar muita paz, saúde e harmonia no novo ano, sem jamais me esquecer dos que, carinhosamente, contribuíram para o bom fechamento do ano que se foi. Agradeço também, com promessa de correção, aos que mantiveram em equilíbrio nossas relações na difícil arte do convívio.

Espero que todos nós possamos, ao término desse novo ano, estar juntos dividindo muita felicidade e prosperidade, repletos de saúde e com muita energia para prosseguirmos na nossa longa viagem, e que seja longa mesmo.

Obrigado e paz no coração!!!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Melhor é a nossa causa...

Como se fosse uma suave brisa, a massificação das idéias, hábitos e costumes vai tocando cada pessoa, sem que ela perceba. Conceitos e valores que não poderiam nos pertencer aconchegam-se na nossa mente e, em pouco tempo, a infelicidade se estabelece. Inconscientemente, vamos desgostando de tudo aquilo que somos e que nos pertence, passando a sofrer por nunca estarmos dentro do formato padronizado que nos foi imposto, mas aceito por nós.

As loiras se tingem de morenas, os mais polpudos esgotam os shakes, as morenas se descolorem e os afilados consomem todo o sorvete. Os menos altos não largam seus saltos e o que vêem lá de cima desenvolvem sua corcunda. A massificação massifica também o descontentamento, interessante. Em tempo, me lembrei da parábola do Amor-perfeito.

O Amor–Perfeito

Ouvi contar, um dia, que um rei foi a seu jardim e encontrou árvores, arbustos e flores definhando, secando, morrendo.

Indignado, o rei voltou-se para o carvalho e perguntou o que estava acontecendo:

- Ah, majestade, eu estou morrendo porque não posso ser tão alto quanto o pinheiro, respondeu.

O rei escutou depois o pinheiro, que lhe disse:

- Ah, majestade, estou morrendo porque descobri que sou incapaz de dar uvas como a parreira.

Ouvindo a parreira, o rei escutou:

- Ah, majestade, estou morrendo porque não posso desabrochar como a roseira.

O rei continuou a caminhar, até que encontrou uma flor, o amor-perfeito, florindo, viçoso como nunca. Ao indagar-lhe sobre sua formosura, o rei ouviu:

- Ah, majestade, se você plantou um amor-perfeito, é porque queria que eu fosse um amor-perfeito. Eu, então, em vez de ficar me comparando com as outras plantas ao meu redor, pensei:

Como não posso ser outro além de mim mesmo, tentarei sê-lo da melhor maneira possível. Assim relaxei e percebi que eu podia contribuir com a existência apenas com minha singela fragrância.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A quem possa interessar...(telephony - misrule - desgobierno)

Aproveito a oportunidade oferecida pelo blog para dar satisfação aos amigos, pacientes, clientes, fornecedores, parentes e ex futuros aproximados, sobre uma ocorrência que vem se tornando comum em nosso honrado país. Fiquei 5 (CINCO) semanas sem comunicação telefônica em todas as linhas dos meus números comerciais.

A empresa OI, que poderia se chamar Tchau, fez-me a gentileza de lembrar-me que sou um mui digníssimo Senhor, pois nessas 5 (CINCO) longas semanas em que tentei – sem sucesso – contato para, ao menos, saber o que se passava com minha comunicação telefônica, nada pude saber além de que sou “tratado com muito respeito” por essa operadora. (ou seria inoperadora?!)

“Senhor, aguarde mais um momento por favor...”
“Senhor, continue na linha...”
“Senhor, vou estar transferindo sua ligação para o setor...”
“Senhor, não sabemos do que se trata...”
“Senhor, não temos registro da sua conta, vou estar olhando em nosso sistema...”

...e por aí vai. Nunca fui tratado com tamanho respeito por alguém. Realmente, impressionante o respeito com que essas empresas controladas pelos nossos governantes nos tratam. Interessante é que, por volta da milésima ligação eu desejava que existissem mais 8 opções no labirinto, tipo:

“disque 2 para tentar suicídio.”
“disque 3 para receber sua medalha de otário.”
“disque 4, caso deseje morder as orelhas.”
“disque 5 se você sente muito orgulho em ser brasileiro.”
“disque 6 se você é um deficiente mental e ainda vota nos candidatos impostos por nossa democracia.”
“disque 7 em caso de demência plena ao pensar que a ANATEL vai resolver seu caso.”
“disque 8 para acordarmos você, caso sonhe que será ressarcido do seu prejuízo.”
“disque 9 para mim estar cansando você e  você estar desligando.”

Ironizando ou não, é a mais pura verdade. Minhas inesquecíveis 5 (CINCO) semanas tornaram-se um caos. Após cancelar com a empresa OI, fiz um contrato com a GVT que instalou as linhas conforme o prazo prometido e, 24 horas após a instalação, ficou mais 1 dia e meio sem funcionar. A ANATEL foi comunicada dos fatos, passou-me mais 2 números de protocolos, dentre os mais de 20 que eu já tinha da OI, e também nada resolveu.

É sabido pelos que freqüentam meus caminhos que atendo aos casos desenganados pela medicina ortodoxa ocidental convencional, portanto as pessoas que investem seu dinheiro em meus tratamentos e confiam a mim sua saúde, esperavam que, no mínimo, eu pudesse atendê-las para uma orientação via fone, já que não conseguiam marcar horários para atendimento pessoal.

Quem está com dor, passando mal, não pode esperar 5 (CINCO) semanas para ser atendido, até porque não atendo através de “planos de saúde” ou “INSS”. Cobro por um atendimento diferenciado, personalizado, inclusive nos horários. É um vexame profissional.

Embora eu tivesse solicitado a empresa OI para deixar uma mensagem nas linhas orientando a quem ligasse que estávamos com problemas, e propondo pagar por este serviço, não consegui a compreensão da mesma. A conexão com a internet também não funcionava todos os dias e quando resolvia dar o ar da graça, era movida a manivela, embora sustentasse a alcunha de VELOX.

O mais interessante é que, essa semana, chegou a conta para eu pagar. Que conta? Aquela que se refere aos serviços que eu não utilizei e nem foi encontrada no sistema.

Sabendo do nível intelectual e social das pessoas que freqüentam esse Blog, assim como o consultório, não preciso detalhar todas as dificuldades e problemas que enfrentei e continuarei enfrentando até reaver todas as perdas financeiras, profissionais e morais nas quais me submeti. Deixo aqui minhas desculpas e a promessa de tentar corrigir os transtornos gerados pela ineficiência e ineficácia do meu sistema de telecomunicação.

Tudo só não foi pior, graças a uma empresa, ALVO SOLUÇÕES EM TELEFONIA LTDA (31.3442.7008). Essa empresa presta serviços para a manutenção do meu PABX, com exímia eficiência e, através da Senhora Rosi, tomou minhas dores e fez várias intervenções impedindo que essas 5 (CINCO) semanas se transformassem em 10 ou mais.  Registro aqui todo o seu profissionalismo e minha completa gratidão.

Estou ainda tão transtornado como você, imagino, ao ler esse relato. É claro (ai... Claro também não)... melhor dizendo... é evidente que tomarei as medidas jurídicas cabíveis para esse caso.

- Entendeu, Senhor?!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Oxigenando o Sono... (insomnia - l'insomnie - unettomuus)


A pressão da vida moderna impõe sobre nós uma série de tensões emocionais que, infalivelmente, transferimos para o nosso corpo físico. A psicossomatização é uma resposta imediata que nosso corpo dá aos estímulos emocionais. Vivendo dentro de padrões automatizados, não permitimos que as emoções sejam trabalhadas antes de serem depositadas no nosso corpo físico.

Essas emoções provocam contrações musculares que podem durar o dia inteiro. Podemos manter nossos ombros erguidos durante uma longa viagem ou durante um telefonema, tudo depende da tensão emocional que estamos lidando. As tensões emocionais vão acontecendo e nós vamos contraindo grupos musculares de acordo com a área emocional de somatização.

Nas salas de reuniões vemos pessoas com o “ombro em cabide”, termo utilizado para demonstrar como os ombros estão arqueados para cima. Percebe-se, nesse caso, uma defesa natural dos mamíferos em tentar esconder a cabeça quando sente ou imagina que sua vida está sob perigo. Encontrarmos essa “defesa” também quando olhamos as pessoas dirigindo automóveis. Seguram o volante com mais força que o necessário, arqueiam os ombros, tensionam. Os ombros e o tórax são as regiões que mais sofrem essas tensões e cobram por isso.

Após mantermos um longo período de tensão muscular, chegamos em casa e não conseguimos nos relaxar, pois os músculos estão condicionados. Tudo isso seria mais fácil se esse fato fosse imediatamente percebido. Então, depois de darmos o comando mental necessário para o nosso relaxamento, percebemos que nosso corpo não consegue executar essa ordem, e passamos a lidar com sintomas que podem nos preocupar.

Dificuldade para respirar profundamente, puxa o ar, mas parece que ele não vem. Dormência nas mãos ou dedos. Visão um pouco turva. Sonolência. Raciocínio lento. Dificuldade para rotacionar o pescoço e/ou mover os ombros. Aperto na frente do tórax, no meio do peito ou abaixo das clavículas. Dores do tipo “fincadas” na parte posterior do tórax, nas costas, quando se respira profundamente. Suave tonteira ao girar a cabeça, forçando-a para um determinado lado.

Enfim, existe uma serie de sintomas que podem significar algo mais sério, mas quase sempre é somente tensão muscular. Essa tensão não permite que o QI (energia vital) e o XUE (sangue) possam circular livremente pelo corpo, chegando à cabeça e alimentando o cérebro (o mar da medula).

Claro que o ideal para se livrar dessas tensões é submeter-se a uma boa massagem, uma ducha, hidromassagem, alongamentos, exercícios físicos. Bom mesmo seria viver em um ambiente onde essas tensões não fossem geradas. Porém, há uma forma simples e rápida que pode nos ajudar a desfazer dessas travas corporais. É a prática da “Respiração de Samuray”. Essa técnica consiste em fazermos uma série de respirações conforme vou apresentar.

Primeiramente, vamos imaginar que temos 4 pulmões.

·  Um grande pulmão no abdome, o primeiro.
·  Um grande pulmão no tórax, o segundo.
·  Dois pequenos pulmões, o terceiro e o quarto, que ficam sob as clavículas.

O exercício consiste em, após se deitar para dormir, soltar todo o corpo e iniciar uma inspiração lenta e ritmada, preenchendo de ar os pulmões na ordem em que foram apresentados. O primeiro, o segundo e os terceiro e quarto simultaneamente. Assim que eles chegarem ao máximo da capacidade de preenchimento, inicia-se, imediatamente, a liberação do ar na mesma ordem. Inspira pelo nariz e solta o ar pela boca, contudo não poderá gerar tensões musculares. É tão importante preencher bem os pulmões quanto esvaziá-los. O exercício deverá ser feito de forma relaxada e natural, inclusive sem contrair os lábios quando expirar.

O ideal é que essa prática se torne constante e habitual. Aproximadamente, 40 “Respirações de Samuray”, toda noite antes de dormir, vai provocar uma noite de sono de ótima qualidade, pois além de levar mais energia e oxigênio para o cérebro, vai soltar toda a musculatura tensionada. No decorrer do tempo o corpo vai desprogramando o hábito de guardar tensões e a manhã seguinte se torna mais vitalizada, a memória e o raciocínio vão melhorando, os sonhos ficam mais tranqüilos e os sintomas desaparecem. Algumas pessoas dormem antes de completar o exercício, o que não gera nenhum problema, apenas demonstra que o grau de tensão está alto.

È possível também que, nas primeiras noites, não seja possível fazer as 40 respirações completamente, pois o seu corpo ainda não estará habituado com esse exercício. É importante salientar duas situações que podem acontecer até que seu corpo esteja preparado.

A primeira é o cansaço dos músculos responsáveis pela respiração. Por ainda estarem fracos, pode aparecer um pequeno desconforto muscular, como se você estivesse “vestindo seu corpo” pela primeira vez. Esse desconforto não interfere nos resultados e tende a desaparecer em poucos dias.

A segunda é o seu cérebro não estar acostumado com tanto oxigênio. Nesse momento percebe-se uma suave dormência nos lábios e é sinal o exercício deve ser interrompido, voltando a ser praticado na noite seguinte. Além da dormência nos lábios, a hiperventilação pode provocar sintomas de rigidez nos lábios e dedos das mãos, comumente chamado de “mumismo”. Caso isso aconteça, basta reverter a oxigenação trocando o oxigênio por CO2. Leve as mãos ao rosto em forma de concha e inspire o ar que acabou de expirar. Também é momento de interromper o exercício e retomá-lo na noite seguinte.

Se necessário, inicie o exercício com 20 respirações apenas, e vá aumentando gradativamente. Sei que nós ocidentais não gostamos de “coisas” que não custem altos valores e/ou que sejam muito simples, infelizmente, mas, no decorrer dos dias o cérebro, assim como os músculos, vão se tornando mais fortes e você poderá usufruir dos inúmeros benefícios dessa prática que, imagino, nunca mais abandonará.